Jornada de Trabalho

 

Mais uma entidade se posiciona contra a redução da jornada de trabalho. Desta vez foi a Confederação Nacional dos Transportes (CNT), que se reuniu com o presidente da Câmara, Michel Temer, para pedir, mais uma vez, que a Casa não aprove a proposta de emenda à Constituição (PEC).
A CNT alega que, ao contrário do que defendem os sindicatos, reduzir a jornada de 44 horas para 40 horas semanais não garantirá a geração de mais empregos. A entidade enfatiza que o Brasil precisa, na verdade é de qualificação profissional.
Mais do que isso, há uma ameaça. Segundo a CNT, se a redução da jornada for aprovada, o impacto no setor de transportes será imediato. As tarifas poderão aumentar até 8% e o preço dos fretes subir 10%. A proposta está pronta para votação no plenário da Câmara, o que não ocorreu por falta de acordo.
Na verdade, as empresas preferem ameaçar a população com aumento de preços, do que tentar estudar um acordo com os trabalhadores, sendo contrários, inclusive, a redução gradual da jornada para 42 horas, proposta por Temer. O que parece é que, como sempre, o mais importante é não perder todos os seus lucros, preferindo dessa forma punir o trabalhador e a população de um modo geral.
Mas, os setores contrários à PEC podem ser favorecidos este ano. É que, por conta das eleições, os líderes partidários discutem a possibilidade de não votar PECs até o fim do ano. A ideia é evitar o debate eleitoreiro em propostas legislativas. E dessa forma caminham o trabalho dos nossos políticos do Brasil. Sempre protelando e a população sempre esperando.

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