Jorge Vercillo

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Cantor que se apresenta no Teatro Coliseu neste sábado, fala ao Jornal Vicentino sobre sua carreira e a preparação de novo álbum, o “DNA”.Jorge Luis Sant’anna Vercilo, libriano, cari-oca, nascido em 11 de outubro de 1968, em Botafogo e criado na praia do Leme, começou na música por incentivo de sua tia Lêda Barbosa aos 17 anos, depois de “desviado” dos treinos de futebol no Flamengo, por uma fita cassete contendo músicas de Djavan.
Em entrevista exclusiva ao Jornal Vicentino, Vercillo falou um pouco mais sobre sua carreira, bem como a expectativa de voltar ao Teatro Coliseu, em Santos. A seguir confira na íntegra:
Jornal Vicentino - Você jogou futebol no Flamengo e também se formou em Jornalismo. Já chegou a pensar em outra profissão que não fosse relacionado à música?
Jorge Vercillo
- Não. Na época que me formei em Jornalismo, no início da década de 90, eu já tocava na noite e estava completamente envolvido com a profissão. Tive muita influência de astros da MPB de décadas anteriores e sempre fui apaixonado por música.
JV - Quais são suas principais referências musicais?
Vercillo
- Milton Nascimento, Djavan, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e Elis Regina são algumas delas. O jazz contemporâneo de Stevie Wonder e John Benson, por exemplo, também vejo com influências muito fortes na minha carreira. Admiro a música negra norte-americana de uma forma geral.
JV - Você não costuma usar regravações e faz sucesso com músicas de autoria própria. Como é feito o trabalho de composição e escolha do repertório?
Vercillo
- Vou provando, testando e mostrando meu som para amigos. Faço muito isso com minhas novas canções. Projetos como o “Trem da Minha Vida”, que foi feito ao vivo, traz a possibilidade de criar um balaio novo e escolher melhor as músicas, além de poder mandar música para outros artistas. Isso aconteceu com a Maria Bethânia e a Ana Carolina, que acabaram regravando músicas de minha autoria.
JV -Você conta com um público seletivo, mas músicas suas acabaram estourando nas rádios. Isso é importante para sua carreira ou pode causar depreciação por se tornar muito popular?
Vercillo
- Essa abrangência foi extremamente importante para a minha carreira. A música e o trabalho não mudam. A linha melódica e poética de “Quem Nem Maré” é uma só. O que muda é que, às vezes, você faz uma música tão abrangente, mas que mostra a sua verdade e sem se violentar, que acaba chegando nas rádios populares ou nas emissoras jovens, por meio de remix. Eu acho isso saudável e, assim como eu, Vanessa da Matta, Djavan, Ed Motta e Lulu Santos foram artistas que seguiram a mesma linha. Quando você consegue fazer sua música de forma verdadeira, sem montá-la de forma simples só para tocar nas rádios, é gratificante. Você expande seu público e leva música de qualidade para o público. Isso aconteceu comigo em 2001, com “Final Feliz”; em 2002, com “Que Nem Maré” e “Homem Aranha”. Depois veio “Fênix”, que se tornou tema da minissérie da Globo, o que deixou ainda mais popular. Em seguida apareceu “Monalisa”, que também conquistou um grande espaço em todo país.
JV - De todos os seus trabalhos, qual mais te marcou?
Vercillo
- O último trabalho é sempre aquele que nos marca mais. Em “Todos Nós Somos Um” ficou mais evidente a MPB, A Bossa Nova e o Jazz para toda a crítica. Enquanto isso, músicos como Ed Motta e Caetano Veloso já haviam percebido essa densidade musical no meu trabalho. O disco “Leve”, que foi meu terceiro, também marcou. Esse álbum foi independente, pois eu havia saído da Warner, e considero como uma volta por cima em minha carreira. Enfim, todo disco marca, cada um do seu jeito.
JV - Quais são as novidades do seu último trabalho, o CD/DVD “Trem da Minha Vida”?
Vercillo
- Ele foi meu último trabalho pela EMI e me deixou muito feliz, pois fui indicado ao Grammy Latino com ele. Esse trabalho é recheado de sucessos, que foram temas de novelas, além de marcar minha fusão dos diferentes estilos musicais que compõem minhas canções.
JV - E como você recebe as indicações ao Grammy Latino e a outras premiações importantes do mundo da música?
Vercillo
- É sempre uma surpresa, pois eu não fico ligado em prazos, como mostrar meu trabalho para determinados segmentos. Dessa forma, isso surpreende, porque você não cria uma expectativa, como o prêmio Tim de melhor cantor. Embora eu não acredite que eu fui o melhor, pois em arte não existe isso. Na setor artístico não há como mensurar o melhor e pior. De qualquer forma, recebo isso como um carinho do público e da crítica musical.
JV - E já está pensando na gravação de um novo álbum?
Vercillo
- Sim e ele já entrará em processo de divulgação. O disco chama-se DNA, que recebeu este nome por mostrar minha identidade, além de exibir minha ligação com a ufologia e as novas descobertas da ciência. E no dia 30 de março começará a tocar em todo país a música “Me Transformo em Luar”, que é a primeira música de trabalho deste novo álbum. Esse disco foi, pela primeira vez, todo gravado no estúdio da minha casa; mais um motivo para o álbum se chamar DNA. Além disso, esse é o primeiro álbum gravado pela Sony, uma parceria nova e que traz uma grande empolgação para todos nós.
JV - Neste sábado, você estará em Santos. Qual a sensação de tocar novamente no Teatro Coliseu?
Vercillo
- Estou muito ansioso para chegar em Santos. Em primeiro lugar, porque é uma cidade que adoro e tenho muito carinho. Além disso, esse show será uma espécie de laboratório da minha nova temporada que está por vir. Apresentarei algumas canções novas e outras que são queridas do público, mas que eu não tocava há um certo tempo.

Último trabalho do cantor “Trem da Minha Vida” concorreu ao Grammy Latino
O ano é 1989. Ainda no início de sua carreira, Jorge Vercillo defendeu o Brasil no Festival Internacional de Trovadores, Itrofesticur, em Curaçau, no Caribe. Alcançou o primeiro lugar com a canção “Alegre”, de sua autoria, recebendo também o prêmio de melhor intérprete. Este reconhecimento, em nível internacional, como compositor e cantor, demonstrou claramente que o seu destino estava traçado e a música brasileira ganhava um novo e promissor representante.
Já em1993 gravou o primeiro CD “Encontro das Águas”, lançado pela gravadora Continental em 1994. Este disco é um retrato das tendências que o influenciaram inicialmente. Com um trabalho acústico voltado para os sons nacionais, promove um verdadeiro “Encontro das Águas”, apresentando vários ritmos, tais como Samba, Afoxé e até mesmo a Salsa. Um trabalho imperdível para quem curte MPB e acompanha sua talentosa carreira. No disco estão músicas que foram tema em novelas, tais como “Encontro das Águas” em “Mulheres de Areia” e “Praia Nua” em “Tropicaliente”.
No ano de 1996 gravou o segundo álbum, “Em tudo que é Belo”, também pela Continental. Nele apresentam-se composições sintonizadas com a moderna MPB, trazendo ritmos como o Charme e fusões com a música oriental, bem como incursões no Reggae (em “Fácil de Entender”).
O CD “Leve” é lançado em 2000 e se torna sucesso nacional. Pela primeira vez em sua carreira, o CD trazia canções de outros autores como “Apesar de Cigano” (Altay Veloso e Aladim), “Quando a noite chegar” (Paulo Façanha e Beto Paiva) e “Beatriz” (Edu Lobo e Chico Buarque).
No ano de 2002, lança “Elo”, seu quarto álbum, grande marco na sua carreira. O primeiro primeiro single “Que Nem Maré” conseguiu ficar semanas em primeiro lugar nas paradas, alavancando as vendas do disco e promovendo as outras músicas, como o single seguinte “Homem-Aranha”.
No ano de 2003 foi lançada a coletânea “Perfil”, trazendo alguns sucessos da carreira do cantor, além de versões remixes de alguns singles e a nova “Um Segredo e Um Amor”, que só havia sido lançada na trilha da novela “Cara e Coroa”. No mesmo ano, Jorge Vercilo lançou seu quinto álbum,”Livre”, em versões CD e DVD, e já teve um sucesso no seu lançamento, a música “Monalisa”.
Em 2004, Jorge participou da gravação do hino “Fome Zero”, ao lado de outros grandes nomes da música popular brasileira. Participou também dos DVDs ao vivo de Ivan Lins e Pepeu Gomes. Neste mesmo ano, Jorge Vercilo adotou a escrita do seu nome original, com um “L” a mais em seu nome, e passa a ser grafado “Jorge Vercillo”.
Já no ano seguinte, Jorge Vercilo lançou seu sexto disco, “Signo de Ar”, com duas músicas de trabalho simultaneamente nas rádios,”Ultra-Leve Amor” e “Ciclo”, que ainda fez parte da trilha sonora da novela “A Lua Me Disse”.
Em 2008, Jorge Vercillo gravou seu sétimo álbum, o mais recente, com o título de “Todos nós somos um”, trazendo um ar de união entre as pessoas. O álbum traz uma peformance mais brasileira, apesar de ter arranjos baianos, como em “Toda Espera” e Jazz, como em “Devaneio”, que faz parte da trilha sonora da novela “Negócio da China” da Tv Globo. Antes mesmo de “Devaneio”, Vercillo teve a canção “Ela une todas as coisas” lançada na trilha da novela “Duas Caras”.
No ano de 2009, Jorge Vercillo gravou seu DVD ao Vivo no Canecão, Rio de Janeiro, intitulado “Trem da minha vida”. Atualmente, Vercillo está em processo de finalização do seu novo álbum, que se chamará “DNA”.

Obs:
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  1. 6 Comentários para “Jorge Vercillo”

  2. ADORO O JORGE VERCILO E ESTOU MUITO ANCIOSA PRA CONFERIR O RESULTADO DESSE NOVO TRABALHO,QUE EU TENHO CERTEZA QUE ESTA MARAVILHOSO,COMO TODOS OS DISCOS JA LANÇADOS…BEIJOS CARINHOSOS DE UMA SUPER FÃ! JENNIFER

    Por JENNIFER em abr 15, 2010

  3. eu sou assim daquelas fãs enlouquecidas por jorge ,,,eu não só amo as musicas dele como o amo tambem!!
    meu sonho é roubar um beijo do mesmo que tem uma boquinha ultra linda e um sorriso de conquistador dos sete mares rsr já fiquei de mal com meu namorado por jorge , já pulei muro de casa para assistir seus shows, e até dormi na varanda por ter ido lhe ver tocar na noite kkkk eu acompanho jorge desde os showzinhos pequenos que no fundo pra mim já eram enormes pq sempre o amei de longe!!
    amo vc jorginho!!

    Por viviane lima em abr 21, 2010

  4. Não posso dizer que sou “sua maior fã”, pois isso levaria a um fanatismo que não possuo e também porque acredito que reduziria o carinho e respeito por voce a uma “apaixonite aguda”. Na verdade Jorge sinto-me extremamente bem com suas canções. É além de música boa, é filosofia contemporânea! Citar algo engraçado, pra nao dizer cabalístico: eu nasci em 10/10/1986, fazendo algumas modificações fica pertinho de seu niver. rsr.E sem falar nas grandes coincidências de entrar em lojas e começar a tocar musicas suas, é simplesmente inacreditável! Um grande abraço e muito obrigado por disseminar sua arte que proporciona reflexão e bem-estar a muitos.

    Por Daianne em abr 24, 2010

  5. Bom, poder falar do Jorge Vercilo é uma coisa maravilhosa. Infelismente, não pude acompanhar sua carreira desde o início, pois sou do ano de 92. Digo, com todo o prazer, para todo mundo que ele é o melhor cantor do Brasil. Nossa! Suas canções são maravilhosas, mas as que eu mais gosto são: Monalisa, Signo de Ar, Você é Tudo, Tudo Ilusão, Mão do Destino, enfim … são tantas. O Jorge já é um cantor completo, pena que não estou acompanhando mais sua carreira. Ouço todos os dias suas músicas em meu celular.

    Por Tarcisio André em abr 30, 2010

  6. Eu adoro o jorge vercilo
    ele é um poeta da musica é lindo e perfeitoo
    sou muitoo fã e presenciei o lançamento do seu novo cd DNA aqui em salvador no dia 01 de maio que esta maravilhoso e parabens por esse talento que é coisa de Deus te adoro

    Por naiara bispo em mai 2, 2010

  7. O Jorge é minha maior influencia musical…adoro suas musicas desde pekinina mesmo sem saber qm era q cantava…auhuhsuasau. eu componho e tenho um sonho de doar minhas minhas musicas para o Jorge.

    Por katlen Silva Santos em dez 20, 2010

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