Senso coletivo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu uma atuação mais efetiva dos países em desenvolvimento na economia mundial nas Nações Unidas, durante a reunião dos chefes de estado e de governo do Ibas, bloco que reúne Índia, Brasil e África do Sul em Brasília. De acordo com o presidente brasileiro, os países em desenvolvimento têm papel preponderante para interferir na economia mundial e resolver problemas como a fome e a pobreza extrema.
Lula afirmou que todos sabem que o Brasil luta pela conclusão da Rodada Doha e que a recuperação da economia mundial depende da força dos países em desenvolvimento. Países em desenvolvimento, por sua vez, não terão voz mais ativa sem a reforma das Nações Unidas e sem a reforma do Conselho de Segurança da ONU
O presidente ressaltou que o Ibas significa uma resposta “uma ordem internacional desigual e injusta, incapaz de resolver antigos problemas. Lula se comprometeu em defender a presença da Índia e da África do Sul em assento não permanente no Conselho de Segurança da ONU.
Em relação aos conflitos no Oriente Médio, Lula quer maior participação dos países que integram o Ibas nas negociações de paz. Para ele, o único interesse naquela parte do mundo é o de contribuir para a paz.
Enfim, em outras palavras, o presidente brasileiro pede “senso coletivo” aos demais países, mesmo aqueles que estão envolvidos em conflitos étnicos ou políticos. Em meio a tantas discórdias ao redor do mundo, Lula coloca panos quentes e objetiva a união entre as nações.

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