Diferenças reduzidas

No fim deste mês, o Rio de Janeiro será o centro de uma série de discussões que dominam os debates na comunidade internacional. Em pauta, o tratamento discriminatório a muçulmanos e latinos nos países desenvolvidos, além da busca de um acordo de paz que encerre o impasse entre palestinos e israelenses. É o 3º Fórum Mundial da Aliança de Civilizações, que será realizado de 27 a 29 de maio no Museu de Arte Moderna (MAM).
A ideia é buscar a definição de metas e concretização de ideias que funcionem como prevenção à violência e a eventuais conflitos futuros. Com isenção e equilíbrio, é possível concluir que as culturas desejam o mesmo - ser respeitadas. O antagonismo pode ser bom, mas é fundamental acabar com estereótipos.
Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Evo Morales, da Bolívia, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Kin-moon, e o primeiro-ministro espanhol, José Luis Zapatero, são algumas das autoridades esperadas para os debates. Delegações de 105 países e 15 organizações não governamentais já confirmaram presença.
O objetivo dos debates é definir ações concretas nos campos político e social nas áreas de juventude, educação, mídia e imigração. A iniciativa é permanente e existe há seis anos, mas desde 2008 ficou decidido que uma vez por ano deve haver uma reunião geral.
Em meio aos debates na Europa - França, Bélgica e Itália - a proibição dos trajes femininos muçulmanos e as queixas das comunidades latinas em vários países desenvolvidos deverão dominar as discussões.
Em resumo, a preocupação das autoridades é que determinadas ações isoladas levem a um conflito de grandes dimensões e de difícil controle. E nunca é tarde para buscar soluções para diferenças étnicas.

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