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- maio 17, 2010
Por meio da robótica, estudantes de SV propõem soluções para grandes problemas da Baixada Santista

Analisar o trânsito cada vez mais caótico de uma cidade da Baixada Santista, além de identificar possíveis problemas e propor novas diretrizes para a melhoria do fluxo dos carros, ônibus e lotações. Você deve estar imaginando que se trata de uma pauta de trabalho de um órgão do governo ou alguma empresa ligada à engenharia de tráfego, não é?
Nem uma coisa, nem outra. Esse é o escopo de atuação de uma equipe de robótica de uma escola de São Vicente. Isso mesmo, robótica. Desde 2008, o Colégio Integração mantém uma disciplina acerca deste tema na grade curricular dos alunos com idade entre 9 e 15 anos. Nas aulas, eles aprendem matemática e ciências, além de física e conceitos de engenharia. Elas são ministradas gratuitamente.
E percebendo a aptidão de alguns estudantes com as leis da robótica, a escola criou um grupo inicial de oito estudantes para integrar uma equipe, batizada de Equilibrium. Vale lembrar que ela é a única na cidade de São Vicente.
A primeira atuação dos jovens foi no torneio da First Lego League (FLL)*, promovida em Guarujá. Na ocasião, eles desenvolveram um profundo estudo sobre a energia renovável mareomotriz, aquela gerada pela força das ondas do mar. Toda a pesquisa foi realizada nas praias de São Vicente.
Após essa primeira experiência, em 2008, a dedicação da Equilibrium no ano passado foi de propor estratégias para diminuir o problema das enchentes na cidade de São Vicente. Eles desenvolveram um plano de ação que consistia na implantação de pisos permeáveis e reaproveitamento da água proveniente das enchentes nos chuveiros públicos da orla da praia.
E agora, em 2010, o desafio é maior ainda. Eles terão que preparar soluções para o transporte público vicentino, como a implementação de terminais controlados por computadores, informatizando, assim, o uso desse transporte tão difundido nas cidades da Baixada Santista.
Conhecendo o QG das aulas de Robótica
Os encontros do grupo ocorrem na própria escola, no laboratório de Robótica, nos períodos contrários das aulas, duas vezes na semana, somando seis horas de estudo, com mais uma hora de reunião para discussão de problemas pertinentes ao projeto.
No quartel-general desta disciplina, os alunos têm à disposição computadores e um Kit de Robótica da Lego Education, a empresa mundial de peças de montar, composto por itens como engrenagens, polias e sistemas mais complexos, como sensores de luz e de toque.
Os robôs fabricados pelos jovens recebem comandos de um controle lógico programável (CLP) por meio de um sistema de lógica, como explica o professor e orientador da disciplina de Robótica do Colégio Integração, Jefferson Luiz Carlos Rocha. “Toda essa linguagem de programação, chamada de Lego Logo é desenvolvida nos computadores e transmitida para esse controle. É dessa maneira que elas tomam vida e podem se movimentar sozinhas”, detalha o profissional. Além do professor, os adolescentes são acompanhados nos treinos pelo técnico Marcus Vinicius Cerri.
As “engenhocas” desenvolvidas pelos futuros cientistas têm de 10 a 20 centímetros e usam em média 80 peças de lego.
A robótica caiu no gosto dos alunos
Para uma das estudantes do time de robótica, Carolina Gonçalves Mauro Terra, de 13 anos, integrar a equipe é muito gratificante, além de saber que está ajudando a sua comunidade por meio dos projetos de pesquisa. “Participo da equipe desde outubro do ano passado. Tem sido uma experiência inovadora e interessante. Não me imagino sem ser membro desta equipe. Só vivenciando para saber como é legal”.
Já para o estudante Wilian Rither de Barros Moura de Lima, também de 13 anos, fazer parte da Equilibrium é algo incrível. “São desafios e descobertas. No começo é muito difícil conciliar os horários das aulas do grupo com as aulas normais da escola, mas depois você se acostuma e é muito bom”, conta.
* FLL - A First Lego League (FLL) é um programa global criado para envolver e incentivar jovens no mundo ciência e tecnologia. Com participantes entre idades de 9 e 15 anos, a FLL utiliza temas baseados em desafios para engajar os estudantes na investigação e resolução de problemas, colocando-os em contato com o mundo da engenharia.





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