DIZ-QUE-DIZ
- maio 27, 2010
Sabatina
Em sabatina da CNI (Confederação Nacional das Indústrias) com os presidenciáveis, José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV) defenderam a reforma tributária, bem como falaram sobre outros temas da política nacional.
Serra
Serra foi o mais afiado no discurso. Ele elevou o tom das críticas à sua adversária petista e ao governo Lula. Segundo o tucano, há “loteamento político” no governo federal. “A Infraero está loteada. Hoje, as agências reguladoras estão divididas entre partidos. Tudo está loteado.”
Serra II
Serra rebateu Dilma no que diz respeito à alta dos juros no país. “Não entendi a explicação da Dilma quando ela defende a política cambial e de juros. Entra governo, sai governo, continuamos com os maiores juros do mundo”, disse. O tucano afirmou que o Brasil é “campeão” por ter a maior taxa de juros do mundo.
Dilma
A petista, por sua vez, questionada sobre a situação tributária no país, afirmou ser “caótica”. “Nós tentamos várias vezes encaminhar projetos de reforma tributária, mas a situação tributária é caótica. É caótica porque se sobrepõem legislação, níveis de incidência de impostos”, afirmou.
Dilma II
Dilma também fez uma crítica ao PSDB e Serra. Ela disse que havia um “apagão de planejamento” no país quando o PT assumiu o governo. “Não vou ficar falando sobre o apagão de planejamento, de projetos, que havia no governo. Nós superamos uma parte importante desses gargalos”, disse. “Rompemos anos e anos de estagnação, desemprego e desigualdade.”
Marina
Já Marina defendeu as reformas política e tributária e fez críticas ao governo do presidente Lula, ao ser questionada sobre licenciamentos ambientais na Amazônia. “Não temos programa de infraestrutura para o Brasil, mas uma colagem de obras. O PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] não é um programa, mas uma gestão de obras.”
Apoio
O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson (RJ), reafirmou nesta terça-feira o apoio do partido à candidatura de José Serra à Presidência. Segundo Jefferson, a aliança está “fechadinha, fechadinha”.
Solidez
Ao comentar o resultado do último Datafolha, Jefferson disse que os números mostram a solidez da candidatura de Serra. “Serra é tão sólido que se manteve nos 37%. Na hora que a campanha começar, ele passa a Dilma”, afirmou.
Tuiteiro
A Câmara dos Deputados parou por causa do twitter. O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), decidiu encerrar uma reunião entre líderes partidários porque um dos parlamentares presentes, Capitão Assumção (PSB-ES), estava tuitando a discussão sobre a votação da PEC 300, que fixa o salário de policiais militares e bombeiros.
Tuiteiro II
De acordo deputados presentes no encontro, Assumção primeiro tentou gravar em áudio, mas depois, reprimido por Temer, parou e começou a detalhar o debate em seu Twitter (http://twitter.com/capitaoassumcao). Ele negou que estivesse gravando, apesar de ter afirmado em seu microblog que foi “admoestado” pelo presidente da Câmara.



