Voluntários constroem casas para vítimas de incêndio em São Vicente

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Neste final de semana, cerca de 200 voluntários arregimentados pela ONG Um Teto para o Meu País construiram 17 moradias em área no Jardim Irmã Dolores, antigo Quarentenário, na região continental de São Vicente, afetada por um incêndio que desabrigou 17 famílias. A ONG, que nasceu em 1997 no Chile, já construiu 43 mil casas em regime de emergência no mundo, e já atuou em 15 países da América Latina.
Os voluntários, selecionadas entre estudantes das faculdades e cursos técnicos da Baixada Santista, agiram de forma ininterrupta, informou o secretário de Habitação de São Vicente, Alfredo Martins. “O material já chegou e os organizadores da ONG orientaram os voluntários da região. Será uma empreitada e tanto, pois as 17 casas ficarão prontas em dois dias”, explicou.
A ONG Um Teto para o Meu País nasceu a partir de eventos catastróficos e se especializou em edificar moradias provisórias, de madeira, para abrigar famílias vítimas de tragédias naturais ou incêndios. Em São Vicente foram edificadas 17 casas de madeira com 18 metros quadrados cada, com validade de cinco anos, em área onde antes existia a favela destruída pelo incêndio, perto do Restaurante Popular no Jardim Irmã Dolores.
O secretário Alfredo Martins disse que as famílias a serem instaladas provisoriamente nas unidades irão depois para moradias de alvenaria a serem construídas nos programas habitacionais da Cidade. “Todas já foram cadastradas e agora terão uma condição melhor enquanto aguardam as casas definitivas”.
São Vicente constrói hoje mais de 2.200 moradias populares em diversas áreas através dos programas Minha Casa Minha Vida; PAC; Fhinis; Habitar Brasil-BID no Sambaiatuba; pela CDHU no México-70, entre outros. “Hoje São Vicente executa o maior programa habitacional da história. São 2.200 unidades simultaneamente em obras, um investimento de R$ 200 milhões. Isto sem falar nas 1.560 casas que estamos contratando”, esclareceu o secretário, lembrando que as ações atraíram a atenção da ONG internacional, sensibilizada com o esforço da Cidade em vencer um déficit de 15 mil unidades, formado ao longo de 25 anos em que São Vicente foi alvo de invasões.
A ação da ONG, que já reuniu 220 mil voluntários no mundo em ações semelhantes, conta com doações da iniciativa privada. “Trata-se de um grupo de jovens idealistas que agora se juntam no nosso esforço para enfrentar o desafio da Habitação em São Vicente. É um exemplo da força da juventude preocupada com a questão social em todo o planeta”, disse o prefeito de São Vicente Tercio Garcia.

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