Aquário constata que lixo está entre as causas da morte de animais marinhos

pg_jairo2

Ingestão de lixo, desequilíbrio energético, parasitas e aspergilose, doença pulmonar causada por fungo foram as causas da morte de 15 pinguins e de uma tartaruga-verde , cuja autópsia foi concluída na noite de terça-feira (20) pelos dois veterinários do Aquário. Já mortos e recolhidos na Praia da Gaivota, em Praia Grande, eles integram o grupo de 533 pinguins, 28 tartarugas e cinco golfinhos encontrados no litoral sul desde o último dia .
Desde sexta-feira, os veterinários Cristiane Lassálvia e Gustavo Dutra realizaram necrópsias para identificar os fatores que levaram os animais a óbito - o Aquário ainda mantém sob tratamento uma tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), que sobreviveu ao mau tempo.
De acordo com a veterinária, é comum o aparecimento de pinguins nesta época do ano, fugindo do inverno na Patagônia. O desequilíbio energético, que debilitou os animais e facilitou o surgimento de doenças parasitárias, decorreu da diferença e da falta de alimento. “Na Patagônia, eles consomem anchoítas, que formam enormes cardumes, com centenas de milhares de peixes. Mas no litoral brasileiro encontram sardinhas, bem mais ágeis que as anchoítas, em cardumes menores e mais espalhados”, explicou.
Com menos alimento e mais desgaste físico para garantir a sobrevivência, os animais apresentaram desequilíbrio energético, o que facilitou a presença de parasitas e fungos. “Cerca de 60% dos animais debilitados morrem nas primeiras 48h”, acrescentou Gustavo Dutra, frisando que o mar agitado apressou o desfecho. Ele acredita que os animais trazidos pela ressaca em avançado estágio de decomposição morreram em alto mar e serviram de alimento para outras espécies marinhas.

Obs:
Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam necessariamente o ponto de vista da Editora, podendo até mesmo ser.


Coloque um Comentário