Traços europeus

Depois de duas semanas de visitas aos domicílios brasileiros para aplicar os questionários do Censo 2010, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que o ritmo de crescimento da família brasileira tem diminuído, assim como o número de moradores por residência.
O IBGE afirma ainda que 9 milhões (17%) dos 59 milhões de domicílios do país foram entrevistados, no período. A meta era entrevistar, nesse intervalo, 9,1% das residências por unidade da federação e o índice só não foi alcançado no Rio Grande do Sul.
O censo mostra que o número médio de moradores nos domicílios, hoje, é relativamente pequeno em relação aos censos anteriores, com famílias, com moradores que tendem a passar boa parte do dia fora de casa, trabalhando ou estudando.
O IBGE também divulgou que 1,8 mil pessoas optaram por responder as perguntas do questionário pela internet, nessas duas semanas, possibilidade acessível apenas depois da visita do recenseador. Esta é uma das facilidades do censo deste ano, que é o primeiro totalmente informatizado.
Cerca de 190 mil recenseadores estão nas ruas desde o dia 1º de agosto para fazer um levantamento das condições de vida dos brasileiros. As informações vão ajudar na elaboração de políticas públicas e no planejamento de investimentos para os próximos anos.
O levantamento ainda não terminou, mas as primeiras impressões é que, aos poucos, a população brasileira ganha traços europeus. Lá, a taxa de natalidade é baixa e, consequentemente, o número de moradores por residência também. Agora, espera-se que o próximo passo seja a cópia da estrutura educacional da Euopa. Essa, sim, permitiria um salto de qualidade ainda maior do Brasil.

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