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- agosto 23, 2010
Videogames para crianças… e adultos

Com motores gráficos cada vez mais poten-tes e enredos de jogos dignos de filmes hollywoodianos, os consoles de videogame não chamam mais a atenção apenas das crianças. Há algum tempo, os adultos ingressaram neste mundo virtual, onde a interatividade com o jogador do outro lado da tela tornou-se ainda maior.
O passatempo de sentar no sofá, ligar o videogame e, no máximo, jogar com mais um amigo ficou no passado. Hoje, os videogames já agregam quatro controladores simultâneos, sistema de jogos online e até sensores de movimentos, que ficou conhecido sobretudo no Wii, console da Nintendo. Playstation 3, da Sony, e Xbox 360, da Microsoft, completam a trinca de videogames de última geração.
A imensurável variedade de títulos, além dos pacotes de atualização para um mesmo jogo também são outros pontos que atraem os mais velhos. A adaptação de histórias do cinema para os consoles, por exemplo, geram curiosidade até naqueles que não estão habituados com o controle repleto de botões. Característica muito diferente dos consoles antigos, inclusive, que possuíam no máximo quatro comandos.
Um dos adultos adeptos desta diversão é Daniel da Costa e Silva, de 29 anos. Trabalhando com games há 15 anos, ele acompanhou toda a evolução dos consoles e afirma que a maior parte de seus clientes tem entre 18 e 35 anos. “Antigamente um adulto tinha dificuldade para jogar. Agora, mesmo com os recursos avançados dos consoles, eles absorvem melhor a jogabilidade. Acredito que a opção online é a que chama a atenção dos mais velhos, principalmente pela possibilidade de jogar com pessoas do outro lado do mundo. É algo fascinante e que motiva o adulto a aprender”, avalia.
“Tenho um cliente de 65 anos que é fissurado em games. Ele já completou diversos jogos e vem à loja frequentemente para procurar mais novidades”, completa o comerciante, que não se impressiona mais com seu cliente idoso.
Embora atue profissionalmente com este mercado, Daniel também dedica parte do seu dia para divertir-se com os games. Ele joga cerca de três horas diárias, principalmente no sistema online, o qual considera mais divertido.
Outro que já abandonou a adolescência e também não considera o videogame como um passatempo infantil é Pedro Ivo Pires, de 23 anos. Interessado em artes como cinema e literatura, ele vê os consoles atuais como uma opção a mais de entretenimento em alto nível. “Jogar é como assistir a um filme, mas com o poder de controlar o protagonista. O que me atrai principalmente nestes jogos atuais é a história, muito mais complexa e rica em detalhes. Não dou prioridade para os gráficos, mesmo eles estando mais próximos da realidade”, conta.
Entretanto, em muitos casos, a complexidade de comandos e os jogos legendados em outro idioma são fatores que afastam as crianças dos consoles mais novos. Games de ação, por exemplo, contam com longos enredos e precisam ser decifrados por meio de mensagens em Inglês ou Espanhol. “É uma pena que existam pouquíssimos títulos em Português, pois as crianças estavam acostumadas com histórias simples, que não precisavam ser explicadas”, salienta Pedro.
Atualmente, o console Wii pode ser encontrado nas lojas por cerca de R$ 750,00. Já o Playstation 3 e o Xbox 360 são vendidos, em média, por R$ 1.200,00. A experiência sensorial custa caro ao bolso dos adultos.





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