Editorial
- setembro 2, 2010
Nova estratégia
Uma nova estratégia de combate à dengue no país foi anunciada pelo Ministério da Saúde. Agora serão utilizados cinco critérios básicos: a incidência de casos da doença em anos anteriores, os índices de infestação pelo mosquito, os tipos de vírus em circulação, a cobertura de abastecimento de água e coleta de lixo e a densidade populacional de cada município.
Essa nova ferramenta reforça o caráter intersetorial do combate. A dengue é um problema de saúde pública que não se limita ao setor saúde. É um problema de toda a sociedade. Um problema recorrente que, em um ano melhora, no outro, piora.
Como afirmou o próprio ministro da Saúde, Temporão, ainda que não há “solução mágica” para o fim da dengue e que apenas uma vacina contra os quatro sorotipos da doença seria capaz de proteger as pessoas de forma mais contundente. “Todas as armas e estratégias são conhecidas, não há nada de novo”.
O Risco Dengue tem como base dados já disponíveis em estados e municípios e define as ações a serem realizadas por todas as esferas. De acordo com o ministério, o risco de epidemia aumenta em cidades de maior porte e em regiões metropolitanas que não tenham enfrentado epidemias recentes ou alta circulação do vírus.
Vamos entrar em mais uma temporada sem muitos avanços . Além da necessidade da sempre estruturação dos hospitais e pronto-socorros para atender as vítimas da doença, fica mais uma vez evidenciado que, enquanto não houver vacina contra a dengue, a conscientização será mais do que fundamental, para que o mosquito não se prolifere e não cause mais males para a população.





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