Luta contra o tempo

A cinco anos do prazo determinado pela Organização das Nações Unidas (ONU), o mundo corre o risco de não cumprir a meta de reduzir a fome pela metade, compromisso número um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs).
Apesar da redução do número de pessoas famintas de 1,023 bilhão para 925 bilhões no último ano, divulgada pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o caminho ainda é longo e depende da cooperação entre países ricos e pobres.
A avaliação é da organização internacional Oxfam, que calcula em US$ 75 bilhões o valor necessário para cumprir o ODM 1 e chegar a 2015 com 10% de pessoas subnutridas, metade da proporção de 1990.
Ao que parece, se as promessas alimentassem, não haveria mais nenhuma pessoa com fome no mundo. Mas os líderes políticos estão muito mais dispostos a anunciar compromissos do que a transformá-los em ações concretas.
O Brasil, por sua vez, é citado no documento como uma das experiências positivas no combate à fome, com elogios ao Bolsa Família e aos programas de estímulo à agricultura familiar. O Brasil transformou a luta contra a fome em política de Estado, impulsionando a proteção social e apoiando a agricultura familiar, informa o relatório.
Segundo a Oxfam, o Brasil reduziu de 10% para 6% o percentual de pessoas com fome entre 1990 e 2006 e cortou pela metade a proporção de crianças com peso abaixo do normal, o que coloca o país em um “bom caminho” para alcançar o ODM 1 até 2015.
O tempo está passando, mas, aparentemente, o Brasil serve de exemplo para as demais nações. Por mais problemas estruturais que o país tenha, as ações brasileiras servirão de referência para os demais chefes de estado.

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