DIZ-QUE-DIZ
- outubro 4, 2010
Burrice
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou veementemente o que chamou de tentativa de golpe de Estado no Equador. Ontem, o país viveu um caos depois que centenas de policiais e militares foram às ruas em violentos protestos e chegaram a fechar a pista do aeroporto internacional de Quito. Duas pessoas morreram -entre elas um policial e um civil. Outras 50 pessoas ficaram feridas, além de 27 soldados.
Burrice II
“Esse tipo de tentativa de derrubar presidente eleito não é correto, a polícia jogar bomba em presidente é menos correto ainda”, disse Lula. “Não existe no mundo ninguém que concorde com golpe. Os golpistas do Equador já devem estar arrependidos da burrice que fizeram”, acrescentou o presidente.
Marina e Serra
Em um eventual segundo turno entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), cerca da metade dos eleitores de Marina Silva (PV) se diz inclinada votar no candidato tucano à Presidência. Segundo projeções da última pesquisa Datafolha, 51% dos eleitores de Marina migrariam para a candidatura Serra caso haja uma segunda rodada eleitoral em 31 de outubro. Dilma receberia o apoio de 31%. Outros 15% dizem que votariam em branco ou anulariam o voto. E 3% responderam ainda não ter decidido o que fazer em um eventual segundo turno.
Fortalecido
Irônico, provocador, galhofeiro. Sem ter chegado nem a 1% nas pesquisas, Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) conseguiu ser uma das sensações da campanha eleitoral. Movimentou os debates, fez troça de Dilma, Serra e Marina e insistiu sobretudo no mantra de que o Brasil precisa promover a igualdade social e econômica.
Fortalecido II
Acho que consegui mostrar todos os aspectos fundamentais. Foram ditos, e com toda clareza. O problema da desigualdade social, da necessidade de redistribuir terra, de fazer uma reforma agrária. Consegui falar da reforma urbana, da redução da jornada de trabalho sem redução de salário. E consegui falar de dois temas polêmicos que foram a escola pública e a saúde publica”.
Lamentável
Em editorial na sua edição desta semana, a “Economist” diz lamentar a dependência da candidata presidencial do PT, Dilma Rousseff, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O fato de Dilma depender tanto do apadrinhamento de Lula é lamentável, pois o Brasil precisa de um líder forte e independente”, diz a principal revista de economia e política da Grã-Bretanha.
Lamentável II
Segundo a “Economist”, caso seja eleita, Rousseff precisará sair da sombra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva “para conseguir a autoridade necessária” ao cargo. A revista diz ainda que Lula “precisa deixá-la se afastar”, uma atitude que seria “seu último presente ao país”.
Aborto
A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, repetiu que não mudou suas posições em relação ao aborto e disse “lamentar” comentário da candidata Marina Silva (PV), de que tivesse, por motivos eleitorais, adotado posição conservadora. “Eu lamento que a Marina faça avaliações a respeito das minhas convicções”, disse Dilma, completando que ser contra o aborto é uma “posição pessoal” sua.
Esquisito
O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse nque achou “esquisito” o pedido do PT de acabar com a obrigatoriedade de o eleitor apresentar dois documentos no dia da eleição.
Esquisito II
“Só acho estranho uma lei que foi aprovada há um ano, foi aprovada por todo o Congresso Nacional, foi aprovada pela Casa Civil, pela própria Dilma [Rousseff], que era chefe da Casa Civil, encaminhou ao presidente Lula, presidente Lula aprovou a lei, a lei foi para o TSE [Tribunal Superior Eleitoral], o TSE instruiu toda a população a votar de uma maneira. Chega na última semana, o PT entra na última hora para derrubar a lei. Eu achei esquisito. É uma atitude esquisita, estranha”, disse.





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