Geral
- março 10, 2011
Ecovias defende novo projeto de ponte

O Governo de São Paulo estuda nova proposta de ponte ligando Santos e Guarujá. Uma das alternativas foi apresentada pela Ecovias, já foi aprovada pela Companhia Docas, e está sendo analisada pelo governador Geraldo Alckmin. O projeto seria de uma ponte de 4.580 metros, saindo da margem direita da Via Anchieta, passando pelo cais no bairro do Saboó e chegando à Rodovia Cônego Domenico Rangoni, pela Ilha de Barnabé. O projeto da ponte estaiada, lançado pelo ex-governador José Serra, vem sendo descartada.
A proposta prevê ainda pedágio na ponte, apesar de seus custos não serem bancados pelo Estado. A Ecovias se propõe a bancar a construção, com valor estimado hoje em R$ 1,2 bilhão. Em troca, obteria a prorrogação da concessão do Sistema Anchieta-Imigrantes em 15 anos, até 2033, conforme apurou o Estado. De acordo com a empresa, a obra poderá ser concluída em um prazo de dois a três anos.
Se aprovada, será a primeira ligação seca entre as duas margens do Porto de Santos. Facilitará o transporte de cargas, vai liberar pistas da Anchieta, no trecho urbano, e acelerar viagens de carro rumo ao Guarujá. A previsão é de que o vão livre central da nova ligação tenha 120 metros de largura. Haverá dois outros vãos, menores, laterais. Também deverão ser construídos aproximadamente 3 km de pistas para acesso à estrutura.
Dados da Ecovias mostram que, em 2010, passaram pela Piaçaguera, sentido Guarujá, 6.009.036 veículos de passeio e 3.480.277 ônibus e caminhões. No sentido inverso, o movimento de carros de passeio cai pela metade - 3.136.041 - e o de caminhões cresce - 3.502.028.
60 DIAS
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse que os estudos para a construção de uma ponte devem ser concluídos em 60 dias.
Segundo Alckmin, o Estado avalia as duas possibilidades. A primeira delas é a construção de uma ponte na entrada do canal, para substituir a balsa que hoje é utilizada para ligar as duas cidades. Nesse caso, o problema, de acordo com o governador, é que a ponte não teria capacidade para receber caminhões. “Esse estudo ainda está sendo concluído. Ainda tem questões ambientais e uma série de outras questões a serem resolvidas”, afirmou.
A segunda possibilidade é a construção de uma ponte mais ao fundo do canal, com capacidade para receber o tráfego de caminhões. Alckmin disse que essa segunda alternativa ainda não foi completamente avaliada pelo governo. “Essa também ainda não foi totalmente avaliada. Eu diria que em 60 dias a gente terá todos os estudos mais claros, questões ambientais, custos, questão portuária e impactos. Não está decidido ainda. Vamos aprofundar um pouco mais os estudos”.





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