Zaia pretende ampliar programas de qualificação na Baixada Santista

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O secretário Estadual de Emprego e Relações do Trabalho, Davi Zaia, visitou na última terça-feira (12) o Jornal Vicentino. Acompanhado do secretário-adjunto Rogério Barreto, aproveitou a oportunidade para ressaltar o investimento feito pela sua secretaria na Baixada Santista, que conta com Postos de Atendimento ao Trabalhador e Banco do Povo nas nove cidades, além do Programa Time do Emprego em Mongaguá e São Vicente, que será inaugurado nos próximos dias.
Zaia também afirmou a ideia de aumentar de 2 mil para 5 mil o número de pessoas atendidas nos programa de qualificação do Governo na Região. Também falou sobre a ideia de implantar o Projeto Jepom nas demais cidades do Estado e a importância do novo piso salarial paulista, sancionado recentemente pelo Governador.

 Jornal Vicentino - Foram 100 dias no comando da Secretaria Estadual de Emprego e Relações do Trabalho. O senhor considera o novo piso salarial paulista como a ação mais importante até o momento?
Davi Zaia
- O piso salarial foi importante porque alcança direta e indiretamente sete milhões de pessoas no Estado. Além disso, a grande conquista foi que iniciamos uma conversa com os sindicatos, que irá continuar, para não termos apenas fixado esse valor, mas acompanhar e analisar a efetividade ou seja, ver até onde a lei está sendo aplicada e qual o efeito que está tendo para vários segmentos. Com isso vamos preparar um levantamento, já que são três pisos para atividades diferentes e veremos se precisamos incluir ou excluir profissões. Essa foi uma importante iniciativa nossa e a receptividade do movimento sindical foi muito grande.
Jornal Vicentino - O que foi preciso para que o Estado conseguisse esse piso salarial tão superior ao do restante do País?
Davi Zaia
- Eu acho que primeiro porque o estado de São Paulo tem a economia mais forte do Brasil e isso precisa ser considerado. Depois é preciso considerar que o salário vem crescendo de maneira real e significativa, mas não resta dúvida que o esforço do Governo do Estado de São Paulo tem um papel relevante neste processo.
Jornal Vicentino - São Vicente está próximo de contar com o programa Time do Emprego, um dos principais da sua secretaria. Quais os beneficiários trará para a Cidade?
Davi Zaia
- O “Time do Emprego” é um ótimo programa, principalmente neste momento que o emprego está crescendo. Mesmo assim, muitas pessoas não conseguem emprego porque tem dificuldade de fazer currículo, se apresentar em uma entrevista e até definir suas aptidões. Este programa junta essas pessoas que estão tendo dificuldade, monta um time e as reúne toda semana, dando orientações. Quando chega na quarta reunião elas já estão conseguindo emprego. No Estado nós já atingimos 15 mil pessoas atendidas e o índice de empregabilidade tem girado em torno de 70%. Aqui também terá um efeito muito bom. O convênio já foi assinado e a pessoa que vi aplicar o programa já está qualificada. Nós próximos dias já começará o recrutamento de pessoas.
Jornal Vicentino - Nossa cidade foi uma das que teve o crédito do “Banco do Povo Paulista” ampliado. Porque esta decisão?
Davi Zaia
- Deve-se primeiro a uma decisão do governador Geraldo Alckmin de apoiar o Banco do Povo, ampliando os recursos no Estado de São Paulo de R$ 100 para R$ 120 milhões neste ano. Em algumas cidades, temos ampliado bastante. Em São Vicente, estamos saindo de R$ 1,4 milhão para R$ 2,7 milhões e na Baixada Santista de R$ 4,7 milhões para R$ 9 milhões. Porque é importante? Porque este é o momento de crescimento da economia, os negócios crescem e os “negócios pequenos” tem também a chance de crescer, mas nem sempre tem condições de fazer isso com as próprias pernas. Então o Banco do Povo oferece essa oportunidade para a cabeleireira que precisa reformar seu salão, comprar novos equipamentos, para o pedreiro comprar uma máquina melhor. Esse é o nosso público, essas pessoas que podem aumentar seu negócio, mas não tem dinheiro próprio. Damos esse crédito, que vai de R$ 200 até R$ R$ 7.500, com juros de 0,7%, sem nenhuma outra taxa.
Jornal Vicentino - Com relação à programas de qualificação. Qual a expectativa para este ano na Baixada Santista?
Davi Zaia
- O Programa está continuando. No ano passado atendemos 2 mil pessoas na Baixada Santista. Nossa ideia é chegar aos 5 mil neste ano, sempre focados nas demandas de cada município. Não queremos vir aqui e falar “nós temos estes cursos”. Estamos perguntando o que está faltando e precisando para dar o curso adequado e gerar emprego imediatamente. Esses cursos, dependendo da demanda, poderão estar acoplados ao Senai, Sesc, Senat, Sesi, Centro Paulo de Souza, programas da Prefeitura, isso nós iremos acertando. Essa nova leva de cursos devem começar a ser disponibilizados em maio ou junho. Também estamos discutindo uma parceria com empresas no ramo da construção civil, que é uma área que precisa de muita mão de obra e qualificação. Grande parte do curso é qualificação prática e queremos que as empresas entrem com o material e o espaço no próprio canteiro para fazermos as aulas e assim baratear os cursos e atender mais pessoas. O Governo do Estado tem R$ 140 milhões neste ano para investir em qualificação, o maior orçamento de longe de qualquer Estado e comparado com o orçamento da União para todo Brasil.
Jornal Vicentino - Além dos programa que estão em execução ou sendo implantados, o senhor já tem novos projetos que pretende ver em breve sendo realizados no Estado de São Paulo?
Davi Zaia
- Ainda estamos estudando. Aqui nós temos o exemplo do Jepom, de São Vicente, um projeto muito importante e estamos pensando como podemos levar isso para outras prefeituras e assim ampliar este programa. Também acabo de Ter uma reunião e vamos levar para o governador a ideia de realizar a Conferência Estadual de Trabalho e Defesa, onde reunimos Governo, trabalhadores e empresários para discutir ações necessárias para erradicar o trabalho escravo, infantil e degradante. Muitos não tem consciência, mas isso ainda existe e queremos dar ênfase nesta discussão para melhorar o emprego no Estado de São Paulo.

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