Geral
- junho 4, 2011
Vinho:Um estilo de vida

Uma bebida repleta de sabores e histórias. Esse é o vinho, líquido alcoólico resultante da fermentação do sumo das uvas, que atravessa gerações e traz consigo milhões de adeptos pelos quatro cantos do planeta.
Embora o Brasil tenha um clima tropical, pouco propenso para o consumo de líquidos quentes, o vinho vem ganhando espaço na mesa verde-amarela. O brasileiro já consome, em média, 1,8 litro da bebida ao ano. Mas esse número ainda é inferior aos vizinhos argentinos e chilenos, por exemplo, que degustam 28,0 e 15,9 litros, respectivamente.
Na Baixada Santista, é a importadora Zahil, localizada no bairro do Boqueirão, em Santos, que apresenta inúmeras opções de vinhos brancos, tintos e rosés. Com preços que variam de R$ 19,00 a R$ 1.200,00, o empreendimento atende a todos os gostos e bolsos.
Sob o comando da franquia santista está Murilo Rodrigues Martes, que trabalha com enologia há mais de 10 anos. Especialista em vinhos, ele salienta a qualidade das bebidas vendidas pela Zahil. “Todo o portfólio da nossa loja tem o aval do Jorge Lucki, um dos maiores profissionais do mundo. Isso dá a garantia de que o cliente está levando um vinho correto para sua casa, sem defeito algum. Independentemente do preço que pagou, irá consumir uma bebida de extrema qualidade”, explica Murilo.
O diferencial da Zahil pode ser simbolizado por um dos quadros pendurados na entrada de sua loja. Trata-se de uma imagem do italiano Josko Gravner, famoso produtor de vinhos de uma região chamada Friuli, divisa da Itália com a Eslovênia. Elaborados em ânforas (grandes vasos de barro), um raro método de produção, seus vinhos possuem sabor especial, semelhante a uma possível mistura entre branco e tinto. E as bebidas de Gravner só são encontradas na Zahil.
Quanto ao consumo diário de vinho, os médicos afirmam que uma taça é o ideal. Murilo, no entanto, discorda dessa máxima. “Como vendedor de vinhos, digo que o ideal é uma garrafa por dia. Mas se for para consumir apenas uma taça, que ela seja grande pelo menos (risos)”, brinca o comerciante.
“O ideal, na minha opinião, é uma taça no almoço e outra no jantar. Utilizar o vinho como acompanhamento da refeição é um hábito comum em outros países, e que está ganhando força no Brasil”, completa Murilo. Uma dica: após aberta, deixe a garrafa respirando oxigênio por uns 30 minutos. Dessa forma, a bebida estará ainda melhor para ser apreciada.
O armazenamento do vinho, por sua vez, também costuma gerar dúvidas. A bebida deve, primordialmente, ficar longe da luz solar. Guardar em locais frios, como embaixo da pia da cozinha, por exemplo, é o mais indicado. Há ainda a geladeira, que pode abrigar o vinho em sua porta ou gaveta. Além disso, é importante manter a garrafa deitada, evitando ressecar a rolha e avinagrar o vinho.
A Zahil fica na Rua Dr. Vitor de Lamare, 26, Boqueirão, Santos. A loja funciona às segundas-feiras, das 12h às 20h, e de terça à sexta, das 10h às 20h. Para mais informações, 3324-9641.
HISTÓRIA
A história do vinho tem grande importância histórica, pois o seu surgimento em tempos remotos tornou-o um produto que acompanhou grande parte da evolução ecônomica e sócio-cultural de várias civilizações ocidentais e orientais.
A bebida possui uma longínqua importância histórica e religiosa e remonta diversos períodos da humanidade. Cada cultura conta seu surgimento de uma forma diferente. Os cristãos, embasados no Antigo Testamento, acreditam que foi Noé quem plantou um vinhedo e com ele produziu o primeiro vinho do mundo (”E começou Noé a cultivar a terra e plantou uma vinha.” Gênesis, capítulo 9, versículo 20). Já os gregos consideraram a bebida uma dád iva dos deuses. Hititas, babilônicas, sumérias, as histórias foram adaptadas de acordo com a tradição e crença do povo sob perspectiva.
Do ponto de vista histórico, sua origem precisa é impossível, uma vez que o vinho nasceu antes da escrita. Os enólogos dizem que a bebida surgiu por acaso, talvez por um punhado de uvas amassadas esquecidas num recipiente, que sofreram posteriormente os efeitos da fermentação. Mas o cultivo das videiras para a produção do vinho só foi possível quando os nômades se tornaram sedentários. Existem referências que indicam a Geórgia como o local onde provavelmente se produziu vinho pela primeira vez, sendo que foram encontradas neste local graínhas datadas entre 7000 a.c. e 5000 a.c.
Vinho brasileiro é premiado em feira internacional na Inglaterra
O Brasil conquistou a sua primeira medalha de ouro no International Wine Challenge 2011, um dos concursos independentes de vinhos mais prestigiados e influentes do mundo. Os resultados do Desafio 28 do Wine Challenge foram anunciados na abertura da London International Wine Fair (LIWF), que aconteceu em maio, em Londres, Inglaterra, consagrando o espumante Grand Legado Brut Champenoise, da vinícola Wine Park, como o primeiro rótulo verde-amarelo a receber ouro no concurso, disputado por mais de 12 mil amostras de 48 países.
Das 36 amostras enviadas de vinhos brasileiros, 69,4% foram premiadas no Wine Challenge, somando 25 medalhas, um crescimento de 150% em relação ao ano passado. No Desafio 27 do concurso, em 2010, foram enviadas 32 amostras de vinhos e espumantes, que resultaram em 10 medalhas para os rótulos verde-amarelos. Além da inédita medalha de ouro, quatro produtos receberam medalha de prata (no ano passado, apenas um rótulo ganhou prata), e cinco medalhas de bronze (em 2010, foram três bronze). Quinze (15) vinhos e espumantes brasileiros ganharam Menção Honrosa (na edição passada, foram seis).





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