Geral
- junho 9, 2011
Antonio Palocci não resiste à pressão e deixa Casa Civil

Antonio Palocci deixou na terça-feira o cargo de ministro-chefe da Casa Civil após semanas de pressão e acusações sobre seu aumento patrimonial nos últimos quatro anos, numa tentativa de pôr fim à crise que se instalou no governo. A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) já assumiu o posto na última quarta-feira.
Ao renunciar, Palocci reconheceu em nota que ‘a continuidade do embate político poderia prejudicar suas atribuições no governo’.
No cenário político, no entanto, a presidente Dilma Rousseff precisa agora buscar uma reaproximação com a base aliada, já que a relação se viu afetada pelas acusações contra Palocci. Ela precisa também de um nome que substitua o seu mais influente ministro, especialmente na interlocução com o Congresso.
A pressão sobre Palocci permaneceu intensa mesmo após a decisão da Procuradoria-Geral da República (PGR) de arquivar pedido de investigação por suposto tráfico de influência. Reportagem do jornal Folha de S. Paulo em maio informou que o patrimônio do ministro cresceu 20 vezes em quatro anos, quando Palocci atuava em sua consultoria Projeto.
Esta foi a segunda vez que Palocci renunciou a um cargo de ministro por ter seu nome envolvido em denúncias. Em 2006, quando era um dos nomes mais respeitados do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deixou o posto de ministro da Fazenda ao ser relacionado a suspeitas de que estaria envolvido na quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa.





Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam necessariamente o ponto de vista da Editora, podendo até mesmo ser.