Dilma diz na ONU que é preciso impor controles à guerra cambial

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Ao iniciar o discurso da Assembleia Geral da Organização da Nações Unidas (ONU), abordando a crise econômica global, a presidenta Dilma Rousseff disse ontem (21) que é preciso impor controles à guerra cambial. “É fundamental aprofundar a regulamentação do sistema financeiro e controlar essa fonte inesgotável de instabilidade.
“É preciso impor controles à guerra cambial com a adoção de regimes de câmbio flutuante. Trata-se de impedir a manipulação do câmbio tanto por políticas monetária excessivamente expansionistas quanto pelo artifício do câmbio fixo”, explicou.
Dilma afirmou que há sinais de que várias economias avançadas se encontram no “limiar da recessão”. A avaliação de Dilma é que as prioridades das economia mundiais neste momento devem ser solucionar os problemas dos países em crise devido a dívidas e reverter o presente quadro de recessão.
“As políticas fiscais e monetárias devem ser objeto de avaliação mútua, de forma a impedir efeitos indesejáveis sobre os outros países evitando reações que levam a ciclos viciosos. A solução do problemas da dívida deve ser combinada com crescimento econômico”, disse.
Reforma
A presidenta Dilma Rousseff defendeu ontem (21) a reforma do Conselho de Segurança da ONU. O Brasil reivindica uma vaga de membro permanente no órgão.
“A atuação do Conselho de Segurança é essencial e ela será tão mais acertada quanto mais legítimas forem suas decisões, e a legitimidade do próprio conselho depende cada dia mais de sua reforma”, destacou ao discursar hoje (21) na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque. “A cada ano que passa, mais urgente se faz uma solução para a falta de representatividade do conselho o que corrói sua eficácia”, completou.
Dilma lembrou que o debate sobre a reforma do conselho já dura 18 anos. “Não é possível protelar mais. O mundo precisa de um conselho que reflita a realidade contemporânea, que incorpore novos membros permanentes e não permanentes, em especial, representantes dos países em desenvolvimento”, ressaltou.
O Conselho de Segurança da ONU ainda mantém a estrutura dos anos após a 2ª Guerra Mundial - com 15 membros, cinco permanentes (China, França, Rússia, o Reino Unido e os Estados Unidos) e dez rotativos. Um dos assentos rotativos é ocupado pelo Brasil, que cumpre mandato até dezembro.
Os países do Brics - bloco formado pelo Brasil, pela Rússia, Índia, China e África do Sul - e do G4, integrado pelo Brasil, pela Alemanha, Índia e pelo Japão, defendem a ampliação dos assentos no Conselho de Segurança e querem ter um lugar permanente no órgão.
A presidenta também destacou o trabalho das forças de paz brasileiras que atuam na estabilização do Haiti. “O Brasil tem o orgulho de cooperar para a consolidação da democracia naquele país.”

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