Nossa Cidade
- setembro 22, 2011
Prefeitura de São Vicente investe R$ 132 milhões/ano em jovens

Dos 332 mil habitantes de São Vicente, cerca de 110 mil são considerados jovens, segundo critérios do IBGE. Para fazer frente ao desafio de capacitar e incluir este 1/3 de sua população, formada por jovens na faixa de zero a 29 anos, a Prefeitura de São Vicente mantém 64.241 deles em 308 unidades, sejam escolas ou projetos sociais, com um custo anual de R$ 132 milhões.
Esta opção por assistir, educar e capacitar para o trabalho sua população jovem, desde os primeiros meses de vida, faz o Governo de São Vicente comprometer nestas ações o equivalente a 83,5% de suas receitas próprias, formada pelo montante que a Prefeitura arrecada com impostos municipais, sendo o IPTU a principal fonte de recursos.
Para se ter uma ideia, a receita própria deste ano é estimada em R$ 158 milhões. E a Prefeitura de São Vicente aplica R$ 132 milhões na manutenção de dezenas de projetos, como o Tripulantes do Futuro, por exemplo, que já formou 1.725 jovens desde 2008, sendo 65% deles já colocados no mercado de cruzeiros e de turismo. O Tripulantes representa um gasto de R$ 1 milhão e 500 mil por ano, sem contar as despesas com pessoal.
Apenas com o pagamento de aluguel de imóveis ocupados por projetos, a Prefeitura gasta R$ 400 mil mensais. Tamanho investimento acaba se refletindo nos índices de empregabilidade e até de violência. A São Vicente do final dos anos 90, que constava entre os dez municípios mais violentos do Estado, hoje não está entre os 100. Os relatórios do Ministério do Trabalho e Emprego também mostram mais contratações que demissões.
“Registramos este mês o atendimento a 2.243 jovens nos nossos projetos sociais”, disse a secretária de Assistência Social, Márcia Garcia, após checar as listas de presença de projetos como o Projovem Adolescente; “Se essa rua fosse minha”(que aborda crianças nos semáforos); Peti - Trabalho Infantil, entre outros. Há também o Jepom, que contabiliza mais de 6 mil jovens encaminhados desde a sua criação, projeto que virou modelo na região, no País e até no exterior.
A Secretaria de Educação, além da rede fundamental com 31.828 jovens, recebe diariamente 5.189 crianças em 77 creches. Mantém também os Centros Educacionais e Recreativos (CERs), que, hoje, atendem 5.497 rapazes e moças em 21 unidades, promovendo o reforço escolar, capacitação e lazer.
Consciente de que gastar o equivalente a mais de 80% da receita própria educando e capacitando jovens pode trazer aperto ao caixa em outros setores, o prefeito Tercio Garcia assume este risco desde o primeiro dia de sua gestão, em janeiro de 2005:
“Dependemos sempre de ajuda federal e estadual para realizar obras, como as 2 mil moradias populares em andamento. Mas de nada adiantaria apenas fazer casas se seus ocupantes não tiverem emprego. Fizemos a opção de investir, prioritariamente, nas pessoas”, explicou Tercio, lembrando que sua aprovação entre os jovens na última pesquisa IPAT/A Tribuna mostra a compreensão da sua meta em forjar uma geração capacitada.





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