O adeus a Padre Paulo

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Símbolo religioso na Primeira Cidade do Brasil, Paulo Horneaux de Moura Filho, conhecido carinhosamente como Padre Paulo, morreu no último dia 23, vítima de um AVC (Acidente Vascular Cerebral). O padre estava internado deste o último dia 17, no Hospital São Lucas, em Santos.
Seu velório, realizado na Igreja Matriz de São Vicente Mártir, foi acompanhado por milhares de fiéis, que seguiram seus trabalhos durante quase seis décadas na Baixada Santista. Em São Vicente, Padre Paulo chegou em 1990, onde ministrou atividades até 2003. Seu corpo foi sepultado na terça-feira (24), no túmulo da família Horneaux de Moura, no cemitério municipal.
Padre Paulo exerceu múltiplas funções: padre, professor, ministro de de Disciplina do Seminário Diocesano, Vigário Cooperador de São Vicente, diretor Diocesano da Federação Mariana, capelão do Instituto D. Escolástica Rosa e do Colégio Santista.
Além disso, tem em seu currículo também o apoio à criação de uma tradicional escola de samba da região que leva o seu nome, além de ter exercido uma larga atuação nos campos das comunicações sociais, mantendo, por vários anos, programas radiofônicos de ampla audiência em rádios da Região.
Em suas andanças, trabalhou também nas paróquias Nossa Senhora do Carmo, Santa Margarida Maria, Nossa Senhora Aparecida em São Vicente; e fundou a paróquia São Jorge Mártir, em Santos.
História
Nascido em 15 de dezembro de 1925, ingressou no Seminário Menor de Campinas em 1944. Três anos mais tarde, ingressou no curso de Filosofia e Teologia no Seminário Central do Ipiranga, em São Paulo.
Em 1953, Paulo Horneaux de Moura Filho foi ordenado sacerdote por Dom Idílio José Soares, na Catedral de Santos. No ano seguinte, iniciou um trabalho de evangelização nos bairros do Macuco e Estuário e celebração de missas no Mercado Municipal.
Foi nomeado cônego catedrático do Cabido Diocesano de Santos por provisão de Dom Idílio José Soares em 15 de março de 1965. Após seis anos, fundou a paróquia São Jorge Mártir, no Estuário, em Santos, tornando-se o primeiro pároco.
No ano de 1974, Padre Paulo fundou o Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Paulo. Dois antes antes, a juventude paroquial promovia rodas de sambas como lazer.
Durante 15 anos, de 1975 a 1990, realizou atividades pastorais como paróco das paróquias santistas São Benedito, Nossa Senhora do Carmo e Santa Margarida Maria. No início da década de 90, tornou-se paróco da paróquia Igreja Matriz de São Vicente Mártim, onde ficou até 2003.
Em 2010, já com problemas de saúde devido à idade avançada, transferiu-se para a Casa São José do Padre Idoso, em Santos. No último dia 23 de janeiro, morreu aos 86 anos, deixando um legado de amor e esperança à população da Baixada Santista.
Homenagens
Devido à série de atividades realizadas em São Vicente, Padre Paulo recebeu homenagens durante sua estadia de mais de 20 anos no Município. Foi ‘Personalidade’ do Jornal Vicentino, onde contou um pouco sobre sua história, relembrando a época de infância até o período em que se tornou padre.
Recebeu, ainda, pelas mãos do vereador Roberto Rocha, o título de ‘Cidadão Vicentino’, na Câmara Municipal de São Vicente. A homenagem destacou as benfeitorias de Padre Paulo à comunidade vicentina.A despedida de um símbolo vicentino

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